Casa retrô na medida

Texto Léo Marques | Fotos Sidney Doll e Adriana Barbosa

Peças de outros tempos podem trazer boas lembranças, além de designs clássicos e atemporais. Mas saber dosar o quanto de retrô dá para colocar em casa é crucial para que ela não pareça um museu. Esses dois projetos equilibram bem várias épocas. Confira!

Em cores e móveisUma das blogueiras de decoração mais conhecidas do País, Viviane Pontes (d♥), soube dosar bem o antigo e o novo na hora de montar seu apartamento no Rio de Janeiro. Os móveis garimpados em lojas de antiguidades e de clássicos do design trouxeram à sala formas e cores que nos remetem ao passado, como a cadeira Eames na cor azul-clara ou mesmo a cristaleira em formato de bufê. 
As molduras dos quadros também contribuem para o universo retrô do ambiente. Note que alguns trazem molduras rococó e outros, lisas.


Sempre mescle um estilo retrô com elementos contemporâneos. Dessa forma, sua casa não terá uma atmosfera pesada. Essa mistura serve também para suavizar a aparência do ambiente.

Projeto, Viviane Pontes; cadeira, New Look Design; sofá, Rio Decor; almofadadas Alice do Cordel, com ilustrações de Mayra Magalhães.


Aconchego dos velhos tempos
As referências a épocas passadas estão em várias partes desta cozinha projetada pelo Ateliê Urbano. Elas vão desde o piso de ladrilho hidráulico até as cadeiras da mesa de almoço e a cristaleira da bisavó herdada pela proprietária, reforçando ainda mais essa atmosfera.

O toque final veio da pia de cimento queimado fechada com cortininha. As prateleiras livres e o pendente de aço inox deram uma contribuição mais contemporânea ao espaço, equilibrando as propostas.


Na prateleira mais alta, a coleção de latinhas e garrafas também contribuem com a atmosfera retrô do ambiente.

Projeto e execução, Ateliê Urbano; prateleiras, Marcenaria Lira; mesa de madeira, Depósito Santa Fé; cadeiras, Tok&Stok.

Cadeira Masters, de Philippe Starck chega ao Brasil.



A ousadia e o estilo inconfundível do designer francês Philippe Starck, chega ao Brasil no lançamento de sua mais nova criação, a cadeira de policarbonato Masters. A repercussão não poderia ser melhor, pois antes mesmo de chegar as lojas a cadeira já recebeu o prêmio Good Design Award 2010, concedido pelo tradicional museu de arquitetura e design, Chicago Athenaeum. Tanta badalação tem alguma justificativa? Claro, que sim. A cadeira Masters foi projetada a partir da releitura de três cadeiras, símbolos do design mundial: a serie 7, do dinamarquês Arne Jacobsen, a Tulipa, do finlandês Eeero Saarinen e a Eiffel Chair, dos americanos Charles e Ray Eames.
Na Itália já é um sucesso de vendas. Desde abril deste ano, já foram vendidas mais de 80 mil exemplares. Por esses números podemos projetar o sucesso que a Masters fará no Brasil.




Serie 7 - Arne Jacobsen
Cadeira Tulipa - Eero Saarinen
Eiffel Chair - Charles e Ray Eames

Vida longa aos pisos de madeira

Em tempos de conscientização ecológica, desfazer-se de um piso de madeira só porque está velho e desgastado é pura loucura. Saiba que há meios práticos e eficazes para recuperá-lo.

Fotos Marcelo Magnani
Surgem novos materiais, novas tendências, mas a beleza da madeira e sua resistência permanecem incontestáveis. O material ainda tem o poder de trazer a sensação de aconchego ao ambiente. Então, se seu piso de madeira está feinho, soltando ou com buracos entre as peças, trate de recuperá-lo, porque vale a pena. Foi o que fez o biólogo Luciano Borges. Luciano mudou-se para um apartamento antigo de 60 m², no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, e optou por reformar o piso de peroba-rosa que estava no local há mais de 50 anos. Para isso, contratou uma empresa especializada no serviço. “A recuperação da madeira é possível quando os danos são riscos, manchas, mofo, calafeto danificado e resina trincada ou descascada”, explica Eliana Gambarra, proprietária da Polibem Pisos – tel.            (11) 3791-8624      , São Paulo, SP. No caso de Luciano, além da raspagem, alguns dos tacos e dos rodapés foram substituídos. “A madeira estava com cupim e foi preciso reformar todo o piso do apartamento. O resultado ficou ótimo. Os tacos voltaram à sua característica rústica, com os veios aparentes de diferentes tonalidades”, conta o morador.
Qualquer um pode ter esse mesmo final feliz. Veja os tratamentos que existem para que a madeira fique novinha em folha.
Fotos Marcelo Magnani
PARA COMEÇAR, A RASPAGEM
A raspagem é o primeiro passo da recuperação, uma vez que o processo retira todos os danos e imperfeições aparentes. Ela é feita a cada sete ou dez anos, dependendo do desgaste do material. Como a ação diminui a espessura da matéria-prima, o ideal é que o piso seja raspado por no máximo seis vezes durante sua vida útil. Vale lembrar que a raspagem não é indicada para a madeira de demolição. “Ao lixarmos a madeira, ela perde toda a sua característica original. Nesse caso, aconselhamos a troca da tábua danificada. Também vale encerar o piso pelo menos uma vez durante a semana”, explica Ricardo Tosi, diretor da Aplicadora Master – tel.            (11) 5183-6578      , São Paulo, SP. Após esse processo, é comum aparecerem aberturas e frestas, facilmente corrigidas com a calafetagem (preenchimento dos vincos).
Fotos Marcelo Magnani
PRÓS E CONTRAS DAS RESINAS A resina protege a madeira do desgaste do tempo. Hoje, há no mercado diversas substâncias que cumprem esse fim, mas com propriedades diferentes. As resinas à base de água são as mais indicadas pelos profissionais porque têm secagem rápida – de até quatro horas –, ausência de cheiro forte e a possibilidade de retoques, quando necessário. Contudo, quem opta por esse produto paga mais caro, uma diferença de até R$ 15 por m². Já os produtos à base de formol, ureia e solventes (entre eles, o sinteco) são mais vantajosos financeiramente e muito resistentes à abrasão. Nesse caso, porém, a madeira clara pode sofrer oxidação com a aplicação do produto e o cliente deve estar preparado para aguentar por alguns dias o odor forte característico dessa resina – não aconselhado para alérgicos. Em ambos os casos, a limpeza não exige muito do morador, somente um pano úmido.
Fotos Marcelo Magnani
CORES NO PISO
Outra forma de reformar um piso de madeira é tingi-lo. Esse recurso é recorrente para decorar o quarto de crianças ou trazer modernidade à sala de estar. Para quem se interessou pelo assunto, a explicação: existem processos diferentes para pintar a madeira, e cada empresa indica o de sua preferência. Na Aplicadora Master, geralmente o piso é raspado para depois receber a tinta epóxi da cor branca. No acabamento, a madeira ganha uma camada protetora de verniz fosca ou brilhante, ao gosto do cliente. Em cores escuras, a pintura é feita por pigmentação e não pela tinta. E um adendo: em pisos com tonalidades disformes, a exemplo do de ipê, o procedimento exige outras etapas prévias à pintura, o que eleva o custo da reforma.




Faça as contas 
Resina à base de água – de R$ 45 a 52 o m² *
Sinteco – R$ 30 o m² *
Pintura de cores claras – a partir de R$ 76 o m² *
Pintura de cores escuras – a partir de R$ 56 o m² *

* Todos os preços incluem raspagem e calafetagem.
 

MEGAPAREDE PROTEGE CASA DE VENTO POLAR

Arquitetos noruegueses
tiveram de lançar mão de
um inusitado recurso para construir uma casa no meio
do nada no interior da
Islândia. Colocados diante
do desafio de uma paisagem pedregosa, de vulcões,
glaciares e gêiseres, onde
o vento polar sopra forte
durante boa parte do ano,
eles ergueram uma imensa
parede para barrar a
incessante brisa. Para o
norte, de onde vem o vento constante, a residência
está protegida por uma
enorme fachada curva que parece fazer a casa tombar sobre si mesma. É ela, entre
outros elementos, que mantém os moradores ao abrigo do frio, tornando a construção
habitável.
Ali, uma única abertura permite que os moradores observem a vista para as montanhas
e o horizonte desolado, que são marca registrada do país. Esse cenário quase de sonhos
foi o que determinou o projeto dessa residência de veraneio.
Construída em uma planície despovoada, próxima à capital Reykjavik, a Casa G foi
concebida pelo estúdio norueguês Gudmundur Jonsson Arkitektkontor com base na
leitura e no respeito à paisagem local.
A vista para o mar e para
as ilhas determinou as
grandes janelas da fachada voltada para o sul. Isso
garante a entrada de luz
natural, além de aquecer os ambientes. Para leste, as
aberturas conectam
visualmente os espaços
internos com glaciares e, a
oeste, com o rio e com os
gêiseres.
Os revestimentos da casa,
tanto internos quanto
externos, complementam
a conexão entre a construção
e a natureza do entorno. O cinza dos pisos de cimento queimado dão continuidade ao solo pedregoso, enquanto as paredes de madeira escura – bastante elevadas em função dos pés-direitos duplos – lembram as montanhas do horizonte.
Esbanjando elegância, o caráter contemporâneo da Casa G é uma homenagem à singela paisagem da Islândia, verdadeiro deleite para olhos mais atentos.

Quanto custa construir?


Corte os custos já no projeto

Imaginar a feitura da casa é um vôo livre, sem as amarras de prazos e orçamentos. O problema é que, na hora de pôr os desejos na ponta do lápis, a construção pode sair maior e mais cara do que o esperado. Sem querer tesourar a sua fantasia, esta reportagem traz dicas de especialistas para compatibilizar sonho e realidade ¿ antes mesmo de comprar o terreno.









Por onde começar 
Em geral, o terreno é o primeiro personagem na história de quem pensa em construir. E a escolha desse item deve ser cuidadosa, pois as características do lote vão influenciar no valor da obra. Terrenos planos. "É verdade que eles tendem a gerar construções mais econômicas, pois evitam o custo com terraplanagem e muros de arrimo", fala o engenheiro Marcos Penteado, de São Paulo. Se você, porém, optou por comprar um lote em declive ou aclive, o ideal é que o projeto arquitetônico respeite a topografia do lugar sem grandes movimentações de terra (não estamos falando de pirambeiras, ok?). "Acomode a construção no desnível ou adote pilotis", sugere o arquiteto Guilherme Mattos, de Mogi das Cruzes, SP. Vale lembrar que o preço de um terreno plano pode ser mais alto que o de um lote em desnível. "E aí a economia acaba ficando elas por elas", avisa o engenheiro Sérgio Patrício, de São Paulo. Medida do lote. "Terrenos grandes em geral têm impostos e gastos de manutenção maiores, além de, eventualmente, induzirem cliente e profissional a partirem para construções maiores", observa Guilherme. "Num lote de 250 m2 cabe um sobrado de 200 m2", diz o arquiteto paulista Marcio Moraes. "Embora seja agradável desfrutar de área livre, ela não necessariamente agrega valor ao imóvel." Qualidade do solo. Se o lote tem uma linda vista mas é pedregoso ou pouco resistente, fuja dele. "Assim como se for pouco firme exigirá fundações mais complicadas, onerando o valor da obra", diz Marcos Penteado. É difícil, no entanto, checar tais características no "olho". Só mesmo fazendo uma sondagem. "Antes de comprar, verifique esse dado com os vizinhos que já construíram em um raio de 100 m", recomenda Sérgio. Localização do terreno. Essa é uma questão recorrente para quem pensa num refúgio de praia ou campo ou mesmo numa moradia longe da metrópole. Construir em lugares mais distantes dos grandes centros tende a onerar o custo do frete. Sem contar que a mão-de-obra local pode ter dificuldade para trabalhar com materiais industrializados. "Assim, o projeto deve ser focado nas facilidades que a região oferece", defende o arquiteto José Augusto Conceição, de São Paulo. Ou seja, elabore o projeto considerando usar os materiais disponíveis na região e as técnicas construtivas com as quais os trabalhadores locais estão familiarizados.
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Top 10 
Itens que mais encarecem a obra: 

  1. terreno ruim 
  2. fundação e estrutura complicadas 
  3. telhado recortado 
  4. acabamentos de luxo 
  5. esquadrias grandes e sob medida 
  6. banheiros e instalação hidráulica 
  7. alvenaria 
  8. painéis de vidro 
  9. elétrica mal planejada 
10. área externa: churrasqueira, forno, spa, deck e piscina

Na hora do projeto 
O ideal é abrir o jogo com o profissional já no primeiro encontro, expondo a ele qual é seu orçamento e sua real necessidade de economizar. "Parece óbvio, mas há clientes que preferem deixar o arquiteto criar sem amarras de custo e jogam o problema para a frente", comenta Cristiane Gallinaro, arquiteta e professora de projeto da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, cuja dissertação de mestrado demonstra como cortar custos no estudo preliminar da obra. Nesses casos, a bomba estoura quando é feito o orçamento detalhado - em geral pelo engenheiro que vai tocar a obra -, em que os itens são listados com os respectivos preços. Para evitar surpresas, Cristiane recomenda fechar um pacote com o arquiteto englobando uma planilha de gastos (elaborada após o memorial descritivo) e um retorno para eventuais ajustes - antes de o profissional detalhar o projeto. "Nesse ponto é possível trocar um acabamento por outro mais barato sem prejudicar a estética e o conforto do conjunto", exemplifica. Outra recomendação valiosa nessa etapa é ficar atento à clareza do projeto. Se ele especificar a cobertura, as paredes, as tubulações (tudo com medidas precisas), você evita erros e desperdício. Vale ressaltar que os planos para hidráulica, elétrica e estrutura, entre outros, devem ser coordenados pelo arquiteto - ou um interfere no outro. Também considere as vantagens de investir em modularidade, ou seja, tirar partido da medida-padrão dos materiais. Por exemplo: dimensionar as paredes usando múltiplos do tamanho dos blocos evita o desperdício de serrá-los. A máxima vale também para os revestimentos. Que tal usar azulejos que minimizem os cortes na hora da colocação?

Como simplificar a construção 
Quem deseja economizar deve evitar recursos como pé-direito duplo (você terá mais obra e menos m2), telhado com várias águas (leva mais telhas e madeira), além de ambientes recortados e com curvas (mais área para cobrir e dar acabamento). Nada de grandes vãos (espaços livres de pilares) ou balanços (laje ou piso que avança, sem colunas por baixo), pois exigem estrutura reforçada. "Em casas de mais de um pavimento, procure colocar parede sobre parede para economizar na estrutura", fala o arquiteto Ricardo Pontes, de São Paulo.

"Consegui comprar um terreno de 380 m2. Disse à arquiteta o que desejava e o valor que tinha para gastar - e com base nisso foi feito o projeto. Inicialmente a casa teria 150 m2, mas decidi ficar com 123 m2 de área útil para economizar. Como o terreno é inclinado, a sugestão foi construir acompanhando o desnível do terreno. Se aterrasse, iria gastar mais. Também pensei em fazer um telhado pouco inclinado, escondido, com telhas leves, para usar menos madeiramento." Sandro Hideki Aoyama
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Na dúvida, use o bom senso: "O mais simples e convencional tende a sair mais barato", resume o profissional. Banheiro custa caro. "Em função das instalações e dos acabamentos, esse é o ambiente mais oneroso de uma construção", diz o engenheiro Sérgio Patrício. Limitar o número de cômodos dotados de rede hidráulica é uma medida sensata de economia. Outra forma de poupar é agrupar as chamadas áreas molhadas para encurtar o caminho da tubulação.

Esquadrias padronizadas. Os modelos industrializados costumam ser mais econômicos que os feitos sob medida. Peças menores e mais simples também reduzem essa conta (veja na pág. 117 um artigo sobre o tema).

Água quente. Se o orçamento estiver curto, fuja da tubulação de água quente. "Demanda tubos de cobre ou CPVC, que encarecem o projeto", lembra Marcos. Mas atenção: a economia de energia elétrica que você terá nos anos seguintes, adotando um sistema de aquecimento central, poderá pagar o investimento. Então, examine bem o caso. Pequenos luxos. Avalie com clareza a importância de lareiras e banheiras, assim como churrasqueiras, saunas, decks e piscinas. Os primeiros costumam ser pouco usados e os últimos podem ser planejados e erguidos depois.

Acabamentos a peso de ouro. Responsáveis por até 33% do valor final da construção, eles podem ser fonte de descontrole - quem resiste a tanta variedade? Algumas medidas minimizam o impacto. "Um mesmo fabricante oferece diferentes linhas de revestimentos, com grande variação de preços. Tire partido disso", diz o engenheiro Sérgio Patrício. Para o arquiteto Frederico Zanelato, de São Paulo, que construiu a própria casa de forma econômica, a solução foi a praticidade. "Padronizei os revestimentos e consegui negociar um preço mais em conta", fala. Uma dica é revestir de cerâmica ou outro material impermeável apenas a área do boxe e sobre a bancada da cozinha. "O restante das paredes fica na massa e tinta", completa Ricardo Pontes. Também vale recobrir as paredes com massa grossa (em vez de várias camadas sobre os tijolos), mais rústica. E lembre-se: a idéia não é empobrecer o projeto, mas viabilizá-lo com cortes criteriosos e criatividade. "Cada caso requer uma resposta", diz o arquiteto paulista Marcio Moraes.
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"Para fazer minha casa de veraneio, tive que economizar. Troquei a telha portuguesa por fibrocimento e laje pré-moldada. Para tanto, mudei o estilo: saí do convencional, com varandas e telhado, para uma fachada com jardim suspenso, escondendo a cobertura." Afonso Liguori, bioquímico de Camaçari, BA"Realizado por uma engenheira, meu projeto teve alguns detalhes para diminuir custos: banheiro sobre banheiro e paredes retas. A maior economia foi mesmo no acabamento: metais de qualidade mas de menor preço e piso de primeira apenas na sala. As demais áreas ficaram com cerâmicas mais simples. Sem comprometer a beleza e o conjunto." Sônia Dantas, enfermeira de Campinas, SPNão corte aqui
• Quem deseja economizar costuma pensar em enxugar a planta. A arquiteta Cristiane Gallinaro aconselha avaliar bem essa solução. "Afinal, um ambiente sem instalações hidráulicas (como sala ou quarto) custa metade do valor do m2 da casa. Ou seja, cortar a área "seca" em 10% gera uma economia de apenas 5%", explica. É claro que quanto mais for suprimido, menos custará a obra. "Mas aí você pode mutilar seu sonho", alerta. Assim, sua sugestão é a construção em etapas. "O profissional elabora um projeto prevendo que a casa vai crescer", fala o arquiteto paulista Guilherme Mattos.
• Cuidado também ao poupar nas instalações elétricas. "É fundamental que o futuro morador conheça suas próprias demandas, onde deseja cada ponto", diz o engenheiro Sérgio Patrício. "Isso evita quebra-quebra depois para passar os fios."
• Uma unanimidade é o cuidado com os materiais inferiores. Muitas vezes geram desperdício e entulho, e, conseqüentemente, mais gastos.
• Outro fator importante: a mão-de-obra. "Em geral, o barato sai caro. Uma parede fora do prumo consome mais massa do que o normal, gerando um custo acima do previsto", diz o arquiteto Ricardo Pontes, de São Paulo.